20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra

Estudantes produziram textos sobre o tema.

A data foi estabelecida pelo Projeto de Lei Número 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida em homenagem a ‘Zumbi’, líder do Quilombo dos Palmares, morto nesta data, em 1695.

O momento serve como conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

Pesquisa aponta desconhecimento sobre o significado da data

No dia 11 de novembro estudantes do 1º Ano do Ensino Médio/técnico da SETREM realizaram pesquisa de campo sobre a importância do Dia Nacional da Consciência Negra.

O questionário aplicado no centro de Três de Maio constatou que a maioria dos entrevistados desconhece a existência e o significado da data.

Apontou também que alguns já presenciaram casos de racismo e que brancos e negros não possuem as mesmas oportunidades em nossa sociedade.

Como exemplo citaram a pequena presença de negros no poder público e como a cor acaba diferenciando e desqualificando os negros. Ainda, uma senhora de 33 anos relatou que seu filho foi discriminado num jogo de futebol, sendo chamado de tição (pessoa de tez muito escura ou muito suja).

Ao todo 30 pessoas foram entre-vistadas.

VAMOS REFLETIR

ONDE VOCE GUARDA O SEU RACISMO?

NÃO GUARDE, JOGUE FORA

ONDE VOCE GUARDA O SEU RACISMO?

NÃO GUARDE, JOGUE FORA

Produções textuais realizadas na disciplina de Português, sob a orientação da professora Rosana Barros e de História, com Adriana Petters

“20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Os negros brasileiros continuam lutando pela liberdade, pois depois da África, nosso país é o que tem maior população negra do mundo, e são eles também que permanecem ocupando a mais baixa renda social.”

Letícia Pando – 1° Ano E.M.

“Os negros não são tratados de forma igual desde o início da história brasileira. Desta forma, não surpreende que este pensamento tenha sido passado adiante e cegado a população brasileira. Mas por que a desigualdade racial foi criada? Muito provavelmente pela falta de conhecimento científico da época, o que tornou impossível declarar os negros seres humanos.”

Murilo Cassol- 2° Ano E.M.

“No Brasil existe uma data especial para as pessoas discutirem e refletirem sobre as discriminações que ocorrem contra a raça negra. Essas discriminações muitas vezes vêm de uma educação familiar racista que nos traz uma imagem de sujeira e de marginalidade”

Bruno Leszczinski Mendes – 1° Ano E.M.

"O negro conquistou seu espaço, que por sinal é de direito, através de protestos sociais. Para estas conquistas ocorrerem muitas pessoas tiveram de "sacrificar" suas vidas em prol de um futuro mais igualitário. O exemplo que fica desta luta é que o Brasil é um país negro, sim. Mas ainda, boa parte dos negros não quer se reconhecer como tal, o que é de extrema importância para o grande passo, rumo à exterminação da ignorância humana."

Marjana Damm 2º Ano E.M

“A inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, identificação de etnias, moda e beleza negra são assuntos demasiadamente discutidos pela sociedade no dia 20 de novembro. Atualmente, o pardo e o negro formam mais de 50% da população brasileira, então a data não significa mais um feriado, e sim, uma conquista de todo o povo brasileiro.”

Arthur Mota – 1° Ano E.M.

“Muitas páginas da história do Brasil poderiam ter sido escritas de maneira diferente, com menos opressão. Poderíamos pensar em uma hipótese que se negros e brancos fossem diferentes, haveria outro mundo para os dois, ‘tipo coisa de extraterrestre’. Há cada vez mais pessoas em busca do fim dessa desigualdade, mas todos temos uma armadura. Até os próprios negros não gostam de falar de si, é algo que os fere profundamente. Se a humanidade pudesse escolher entre um negro e um branco bandido, eles escolheriam o branco. Que mundo é esse? ”

Marielle Krebs - 2º Ano E.M

“O mundo inteiro precisa mostrar que são seres humanos e aceitar as diferenças, sem nenhuma forma de violência, sem mais preconceito. Afinal, não é a cor da pele que difere uma pessoa da outra e sim os pensamentos, escolhas e atitudes. O mundo precisa ser melhor compreendido, precisa ser mais amigo. “

Rúbea Centenaro – 1° Ano E.M.

“O Brasil é um país de muitas cores, de diferentes culturas, costumes, vestimentas, maneiras de agir e falar. O que se vê hoje é que com essa mistura o brasileiro não é preconceituoso e essa generalização não é correta. Talvez o melhor a se dizer é que uma parcela de brasileiros forma um pré conceito sobre alguma coisa e expressa sua opinião (errada). O pré conceito das pessoas em relação a quem tem a pele morena é muitas vezes ligado ao passado. Esse é um erro histórico que está sendo corrigido aos poucos.”

Poliana - 2º Ano E.M

“Quando pensamos em negros, vem a mente escravidão. Quando pensamos em brancos, vem a mente heróis, navegadores, bandeirantes, imperadores, generais e reis, que construíam a história mundial. Isto é correto? Cento e vinte e dois anos após a abolição da escravatura e sete anos após o Brasil estabelecer o Dia da Consciência Negra, muitas pessoas ainda pensam que a construção da sociedade se deu somente por brancos.

Se as pessoas acham exagero pensar nessas questões todos os dias no ano, se restrinjam e pensem apenas no dia 20 de novembro e tentem mudar um pouco suas atitudes. Entendam o próximo, respeitem-no e aceitem-se como são. Mostrem ao mundo que sua cor não é nada mais do que apenas cor. O mundo pode continuar preto e branco, mas continuará sendo um mundo de cegos. No minuto que o mundo virar colorido, será uma terra de sábios.”

Bianca Trentin - 1° Ano E.M.

“O Brasil se diz democrata no quesito racial, porém não é isso que vemos na prática. Ninguém admite ser racista, mas provavelmente já contou alguma piadinha a respeito. Dizer que os negros são ladrões, sujos ou mau caráter, faz parte do cotidiano de muitos. Do mesmo jeito que existe negros assim, também existem brancos. O brasileiro ainda tem a falsa ilusão de igualdade, porém na hora de escolher entre um empregado negro ou branco, o negro estará sempre em desvantagem. A porcentagem de negros desempregados é muito maior que a de brancos, o mesmo ocorre com o número de negros morando em favelas.”

Patricia Schimidt

“Atualmente há frequentes casos de racismo. O mundo, mesmo em constante evolução, ainda não se deu conta que os preconceitos raciais acabam apenas se tornando um empecilho para o alcance da união e da paz mundial.

A diminuição do racismo está diretamente ligada a consciência de cada pessoa, que deve parar de julgar pela cor da pele e começar a enxergar os verdadeiros valores. Esta é a lição que o dia 20 de novembro traz para a população brasileira, algo tão óbvio, mas extremamente importante e essencial para acabar com o racismo e com as diferenças que separam as pessoas, tornando-as iguais, independente da cor de sua pele.”

Vítor Hugo Torzecki Bigolin – 1° Ano E.M.

“Muitas mudanças precisam acontecer. Enquanto todos olharem para o negro e enxergarem um animal ainda haverá discriminação e exclusão deles na sociedade. E enquanto o próprio negro não se valorizar será excluído e se excluirá e tentará fazer o mesmo com outras pessoas para que não se sinta inferiorizado.”

Christian Pfeifer- 2º E.M/Conc.

“O dia 20 de novembro causa certo preconceito, pois nos induz a pensar que os negros são diferentes dos brancos. Assim, como as cotas para negros nas universidades brasileiras, o que causa muita discussão, levando mais uma vez ao preconceito. Estas ideias devem ser mais vezes refletidas”

André Zamberlan

“As pessoas só vão se conscientizar realmente se o exemplo vier de casa, por isso o maior foco de conscientização deveriam ser os jovens porque eles são o futuro do país e farão toda a diferença. Hoje, em uma sociedade que se diz tão liberal, chega a ser assustador saber que ainda estão vivos conceitos tão antigos quanto o racismo. Ninguém tem o direito de julgar ninguém.”

Nadine Graeber - 1° Ano E.M

“No Brasil, o período colonial foi marcado por injustiças. Negros foram maltratados e tinham a obrigação de trabalhar duro, bem como viver em senzalas. Se alimentavam muito mal. Para acabar com esses sofrimentos muitas vezes fugiam para os quilombos ou faziam revoltas contra seus “donos”. Nada mais justo que escolher o dia da morte de um herói, para o Dia da Consciência Negra, pois atualmente o número de ocorrências de racismo diminuiu notavelmente, até porque racismo agora dá cadeia, sem falar que é uma falta de respeito com as pessoas que lutaram tanto tempo para conseguir liberdade e dignidade.”

Everton Dietrich - 1° Ano E.M

CULTURA DA CONSCIÊNCIA E DO RESPEITO AOS OUTROS

Victor Juliani

Professora: Mara Cassol

Na história da humanidade encontramos situações que discriminam os diferentes. Essas situações se manifestam mais cruelmente nas diferenças étnica-sócio-econômicas.

No Brasil, desde a colonização, convivemos com a exploração social, onde as pessoas afro-descendentes foram usadas, abusadas pelos brancos. Para serem escravos, os negros foram trazidos à força, separados de suas famílias, sem respeito nenhum com a condição de ser humano. Foram humilhados, ultrajados nos seus direitos básicos de liberdade e de igualdade.

Pensadores indignaram-se com essa situação e criaram as leis abolicionistas. De repente escravos livres? Livres para quê? Sem terra, sem teto, sem formação.

No dia 20 de novembro comemoramos o dia da “Consciência Negra”. Sabemos, através de dados científicos, que no Brasil a maioria da população (mais de 65%) é afro-descendente. Mesmo assim, os homens brancos ocupam os cargos de maior importância e melhores salários, em relação aos homens negros da mesma formação, o mesmo acontece em relação às mulheres brancas e negras.

É necessário compreender que a discriminação nasce da falta de consciência de respeito entre os seres humanos. O princípio básico da vida é a liberdade, garantida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. A falta desta ocorre porque convivemos numa sociedade capitalista onde a exploração é necessária.

A justificativa se dá pela idéia de melhor e de pior, se somos diferentes e se há respeito entre os diferentes. É preciso que aprendamos e ensinemos a “Cultura da Consciência do Respeito aos Outros”, quando então, todos teremos as mesmas oportunidades, sem discriminação de raça ou cor.

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